Se abraçares o espasmo que floreia a alvorada da cidade Percorre-a , observa seu olhar gasto A sede é mãe e o vicio padrasto Acautela-te que a água é nefasta O inóspito é pai e a violência madrasta A alma é inocente de pés descalços na estrada escarlate pisa um chão pouco consciente da dor que provocaria o seu embate Ora por descuido ou flor da idade percorria alegremente a triste cidade As estradas vazias da madrugada Reflectiam a loucura tímida e calada Pinta a parede urbana de cravos até te esqueceres do travo a tinto e saciares a vontade de sentir sem escravizares o que eu sinto