Sinto em demasia, pouco expresso
Fizeste-te carne crua que me asfixia.
Mais uma ilusão mais um excesso
Porque manipulas a pureza da nossa poesia?
Ao desvanecer na nua tristeza
Desconhecia os teus motivos, a tua avareza
Escolhi não te revelar, nem reconhecer
estas lágrimas que ansiavam me corresponderes.
Após o delírio precoce e efémero d'Agosto
e novas armaduras sedimentandas pelo desgosto
Os sorrisos desajeitados são o meu novo embuste.
Mas não to direi custe o que custe.
È com brutal gentileza que te minto
Mas é paradoxal que no fim te agradeço
por esta tristeza que sinto.
Perdi o sono a evocar a recordação
de momentos coloridos mas equívocos
abstentes de sentimentos profundos e recíprocos.
Sinto em demasia mas nunca em vão.
Faz-te feliz que eu liberto-me desta ansiedade
e talvez um dia, não por caridade
Com coração aberto e outra idade
partilhes da mesma filosofia
Unir os corpos quando se ama
È renascer a flor da própria lama
Fizeste-te carne crua que me asfixia.
Mais uma ilusão mais um excesso
Porque manipulas a pureza da nossa poesia?
Ao desvanecer na nua tristeza
Desconhecia os teus motivos, a tua avareza
Escolhi não te revelar, nem reconhecer
estas lágrimas que ansiavam me corresponderes.
Após o delírio precoce e efémero d'Agosto
e novas armaduras sedimentandas pelo desgosto
Os sorrisos desajeitados são o meu novo embuste.
Mas não to direi custe o que custe.
È com brutal gentileza que te minto
Mas é paradoxal que no fim te agradeço
por esta tristeza que sinto.
Perdi o sono a evocar a recordação
de momentos coloridos mas equívocos
abstentes de sentimentos profundos e recíprocos.
Sinto em demasia mas nunca em vão.
Faz-te feliz que eu liberto-me desta ansiedade
e talvez um dia, não por caridade
Com coração aberto e outra idade
partilhes da mesma filosofia
Unir os corpos quando se ama
È renascer a flor da própria lama
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