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Desaparecimento Omnipresente



 Hoje em tudo estou...

....e mudo me escuto. Hoje eu vou diluir me em tudo E ser como tudo sou E Mudo... para acolher a mudança: celebro a vida choro a morte. Assim se colhe a eterna aliança E ao mudo silêncio, uma nova direção - Grita a constante mutação na procura do imovivel Norte Sou monge do vazio Fui longe e fui desvio, A chama... o fim do pavio atleta estatico na maratona
astral
Eu não mudei... Mas descubri outro contra censo paradoxal - Hoje vou desaparecer, Não quero ser cosmos nem quero ser humano - Eis a negação divina do ser profano - Serei pó que tudo cobre E nascerei mago Num metal mais nobre ....Algures em 2020

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Procurem pela verdade netos dos herois de Abril

  Deixa.me sonhar antes de agir sobre o concreto À relatividade de betão que cai sem teto E tudo o que querias era um pouco mais de afeto Para todos os heróis de Abril fica a revolução dos seus netos Pergunto.me se é contigo que posso contar Porque sempre que sangras entrego leveza aos teus pesares Âncora nas amarguras, vacina para o Sars E como flor de lótus não deixes o sonho findar Colhes-me sempre que precisas arrancas devoção do solo Procuras nutrição sem colo, erguete como o sol Um jardim não se rega sozinho, no encantar de cada pétala há a verdade d'um espinho E o meu floresce com tudo o que o platonismo chora Para quem quiser respostas ganhe a coragem agora Se tenho voz tenho profecia Ser simples é renunciar a tudo o que conhecia Se saltar deste penhasco já não sou carrasco nem emplastro, apenas flor no meio de tanto pasto Vontade de acordar e ser fundamental Não há mais desgaste na minha pele Uma nova cura para esta fel Que transcende qualquer elo dual Sabes bem que ...

Pinta o vício

Se abraçares o espasmo que floreia a alvorada da cidade Percorre-a , observa seu olhar gasto A sede é mãe e o vicio padrasto Acautela-te que a água é nefasta O inóspito é pai e a violência madrasta A alma é inocente de pés descalços na estrada escarlate pisa um chão pouco consciente da dor que provocaria o seu embate Ora por descuido ou flor da idade percorria alegremente a triste cidade As estradas vazias da madrugada Reflectiam a loucura tímida e calada Pinta a parede urbana de cravos até te esqueceres do travo a tinto e saciares a vontade de sentir sem escravizares o que eu sinto               

OMEN

Dedos entrelaçados entre comboios fantasmas e embarques abastados Corpos mutilados vi o choro vazio, o sangue que desagua no rio O que a guerra encerra o amanhecer vem rasgar O que o Índio não espera o Xamã vem profetizar Sinais de fumo anunciam o luto Paz perpetua sobre um ódio astuto **********************************************