Não sei se tenho saudades tuas
ou se apenas desejo amar alguém.
Entre o passar de sois e luas
revejo-me em ninguém.
Após a despedida,
o vazio dos lábios que se cruzam
é uma constante.
Mas sou estranha a um novo amante
que não tu
que não nós
onde foste, onde fui
ficamos tão sós.
Navegamos para longe,
içamos as ancoras sem dar os nós...
A tempestade perpétua pela calada,
Como te amar e não estar apaixonada?
Continuo nesta sede de sentir;
nesta ânsia tão palpável
Conta-me os teus medos;
serão eles parecidos com os meus
partilha o âmago do teu universo
será ele uma simetria de deus?
Será a nossa reconciliação,
mais uma melodia do adeus?
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